sábado, 26 de maio de 2007

Palavras ao Vento / Alfabeto - 'F'

F é para 'FANTASIA', qualquer tipo de "já pensou se fosse assim?"; 'FÁBULA', uma história que poderia ter acontecido de verdade, se a verdade fosse um pouco mais maluca; e 'FÉ', que é toda certeza que dispensa provas.
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texto Adriana Falcão

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Palavras ao Vento / Alfabeto - 'E'

E tem o E de 'EFÊMERO', quando o eterno passa logo; de 'ESCURIDÃO', que é o resto da noite, se alguém recortar as estrelas; e 'EMOÇÃO', um tango que ainda não foi feito. E também tem 'EBA!', uma forma de agradecimento muito utilizada por quem ganou um pirulito, por exemplo...
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texto Adriana Falcão

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Palavras ao Vento / Alfabeto - 'D'

Com D, se chega à 'DEDUÇÃO', o caminha entre o 'SE' e o 'ENTÃO'... Com D começa 'DEFEITO', que é cada pedacinho que falta para se chegar à perfeição e se pede 'DESCULPA', uma palavra que pretende ser beijo.
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texto Adriana Falcão

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Palavras ao Vento / Alfabeto - 'C'

Com C, 'CALENDÁRIO', que é onde moram os dias e o 'CARNAVAL', esta oportunidade praticamente obrigatória de ser feliz com data marcada. 'CIVILIZADO' é quem já aprendeu a cantar "parabéns pra você" e sabe o que é 'CONTRATO': você isso, eu aquilo, com assinatura embaixo.
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texto Adriana Falcão

Palavras ao Vento / Alfabeto - 'B'

Com B se diz 'BELO', que é tudo que faz os olhos pensarem ser coração; e se dá a 'BENÇÃO', um sim que pretende dar sorte.
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texto Adriana Falcão

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Palavras ao Vento / Alfabeto - 'A'

A - primeira letra do alfabeto, é também a primeira letra da palavra AMOR - e se acha importantíssima por isso!
Com A se escreve 'ARREPENDIMENTO' que é uma inútil vontade de pedir ao tempo para voltar atrás e com A se dá o tipo de tchau mais triste que existe: 'ADEUS'.
Ah, é com A que se faz 'ABRACADABRA', palavra que se diz capaz de transformar sapo em príncipe e vice-versa....
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texto Adriana Falcão

Passagem

Difícil não é lutar pelo que mais se ama e sim desistir do que mais se quer.

Wi®

Mães

Mães: geralmente é a vocês que cabe a educação dos filhos, sobretudo no capítulo modos à mesa, arrumação da quarto, etc. Não sejam preguiçosas, é mais fácil fazer que ensinar. Mas tenham coragem, ensinem, e comecem cedo para que os bons hábitos se tornem uma segunda natureza e não um procediemnto para se ter na frente de visitas. Seja rigorosa. Eles vão te odiar às vezes. Você vai querer esganá-los frequentemente. Faz parte... entre as pessoas que se amam. Mas um belo dia alguém vai dizer o quanto seu filho é educado, prestativo, gentil, querido. Você vai desmaiar de surpresa e felicidade.
Nunca me esqueço da história daquele mãe que se dirigiu a uma espeialista de boas maneiras para saber com que idade deveria colocar seu filho no curso. Ao saber que o futuro aluno estava com três meses de idade, ela respondeu: "mas talves já seja muito tarde".
Não morra de vergonha se seu filho deu um vexame na frente de seus amigos. Não valorize os erros nem dê bronca em público. Nunca trate a criança como se ela fosse uma débil mental. Elas entendem tudo. Use sempre um bom vocabulário, isso aumenta a capacidade linguística das crianças. E não fique para morrer de culpa, se algum dia precisar frustrar seu filho, tipo: promessa que não pôde ser cumprida, etc. Apesar do que dizem os especialistas, uma frustraçãozinha de vez em quando prepara a criança para aprender a supertá-las, quando no decorrer da vida elas (infelizmente) acontecerem.
O palavrão. É dito por todos, até em televisão, escrito nos jornais, etc. Pretender que uma criança não repita é puro delírio. Vamos moderar; mas a regra de ouro seria: palavrão, na linguagem corriqueira é uma coisa. Mas não pode ser usada jamais na hora da raiva, da briga. Isso vale também para adultos.
Ensine, obrigue seus filhos a cuidarem da bagunça que fazem. O copo de Coca-Cola? De volta para a cozinha. A revistinha que acabou de ler? Para o quarto. Os milhares de papeizinhos de Bis? Amassar e jogar no cinzeiro. A lista não tem fim, porque a imaginação de uma criança para instalar o caos onde quer que esteja é também infinita.
Alguns mandamentos:
- Não sair para se servir correndo na frente dos outros. O ideal, aliás, seria que as crianças, até uma certa idade, fizessem as refeições antes dos adultos, com as mães ali ao lado, patrulhando as boas maneiras.
- Não deixar cair um grão sequer na mesa.
- Não encher demais o prato. A fome no mundo, etc... Se encher, que coma tudo.
- A partir dos cinco anos, não cortar a carne toda de uma vez. Cinco? Talvez eu tenha exagerado. Sete.
- Não misturar carne com peixe, macarrão com farofa, etc. Isso é cultura.
- Pedir licença para se levantar quando a refeição terminar (pode alegar que precisa estudar). Para evitar aquela tortura de ficar na mesa até a hora do café, um suplício.
- Não bater a porta do quarto com estrondo, nem quando brigar com o irmão
- Só gritar se for por mordida de cobra.
- Ficar mudo, estático, dentro do elevador
- Não chamar a amiga da mãe de tia. Aliás, não chamar ninguém de tia, a não ser as tias de verdade. E, só para deixar bem claro: tia Rosina, tia Helena, nunca tia, só.
Eu adoro bebês. quando começa a idade da correria, confesso que já adoro um pouco menos (tenho que dizer isso bem baixinho, para não ofender as mães). vamos então falar dessa fase sublime?
Elas gostam de passar no espaço de 15 centímetros que existe entre o sofá e a mesa, brincam de pique numa sala de dois por três, colocam a cadeira na frente da televisão, se penduram nos lustre, pintam as paredes da sala, o teto, etc. E tudo aos gritos. Penso que esta talvez seja a fase de maior energia do ser humano. É a idade da guerra dos travesseiros, das almofadas que voam pela janela. Jovens pais adoram essas traquinagens. Tudo bem. Mas não ache estranho se um de seus amigos não curtir tanto quanto você essa fase tão adorável de seus filhotes. Crianças são difíceis mesmo, é preciso muita paciência para aguentar o que elas frequentemente aprontam.
Mas as crianças cresçem. E um dia querem trazer a namorada para dormir em casa. Dinheiro para motel só se você der. Então, o que fazer? Claro, a gente compreende a situação, mas francamente: ter que cruzar no corredor com a gatona despenteada que a gente mal conhece, de camiseta e escova de dentes na mão, talvez perguntando: "Tia, dá pra me emprestar uma escova de cabelo?" Ok. Dá. Mas e se você tem três filhos? Vão ser três gatonas? Acho que eu liberaria a casa nos fins de semana e iria dormir no sofá da casa da minha mãe, ou de uma amiga, ou no banco da praia, deixando a garotada à vontade. Eles e eu numa boa. Mas só até domingo às 19 horas, nem um minuto a mais.
E mesmo filhos mais modernos costumama ser caretésimos em relação às suas mães. Portanto, vá anotando! Na frente dos filhos: mãe não namora, não toma mais de um drinque, não fala que acha o Jeff Bridges um tesão (perdão, mãe não pronuncia essa palavra, nem sabe o que quer dizer), não usa minissaia, não pode adorar Madonna (só pode gostar de Roberto Carlos, Julio Iglesias). Eles te amam, mas essas preferências sempre incomodam, Nem amigos comuns se deve ter, por precaução.
Portanto, quando o destino colocar vocês na mesma festa, pareça o que eles querem que você seja. Anule-se. Tenha pouca, pouquíssima personalidade. Faça o tipo distinto e alegre. Se possível, use uma peruca grisalha. Seja discreta e assexuada, tenha poucas opiniões. Se enturme com os mais velhos e trate os mais jovens como se fosse assim uma tia simpaticona, nada mais. Ria das histórias deles e não conte nenhuma sua. Mãe não tem passado. Só fale de receitas, crianças, se ofereça para levar um vestido na costureira para consertar, tenha bons endereços para fornecer, dicas de cozinha. Conte como era o mundo "no seu tempo". Seus filhos vão adoarar.
E depois essa festa, vá correndo tomar um uísque duplo no bar do Guncho, para não ter um infarto.
Em compensação, na frente dos netos, faça tudo o que não deve - e muito mais. Netos costumam adorar avós - digamos - fora dos padrões. É que eles sabem que vão poder contar com elas como fortes aliadas, nas crises de caretice dos pais. Cruel? Não, apenas verdade. E mais. Isso é que faz o equilíbrio da vida.
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texto Danuza Leão